sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Problema dos camelos

Dois beduínos viajavam em um unico camelo pelo deserto.Chegaram um oáses
onde tres irmaos brigavam para dividir 35 camelos deixados como herança.
Um dos beduinos(matematico), pediu licença para tentar resolver o problema.
O falecido pai dos rapazes havia deixado 35 camelos para dividir para os tres, de modo que o primeiro ficasse com a metade o segundo com um terço,e o caçula com
um nono.
A discordia se estabelecera pela impossibilidade de se retirar a metade de 35
que seria 17,5 camelos, bem como um terço e um nono. O matematico misturou
seu propio camelo com os 35,ficando com 36. Deu metade para o primeiro que,
recebendo 18 ao inves de 17,5 , retirou-se muito satisfeito. Deu um terço para
o segundo, que com 12 saiu ganhando. Finalmente deu um nono para o caçula
que com 4 camelos tbm ficou muito satisfeito. Os tres se retiraram com seus 34
camelos ( 18+12+4) sobrando 2, um para o matematico e o outro para o
companheiro de viagem.

Como se explica tal fato!!!
 
 
 
 
 
RESPOSTA

Agora, vamos à explicação. Ela é mais simples do que parece. Basta examinar a situação sob outro ponto de vista.
Consideremos como unidade (ou total) o conjunto dos camelos que seriam divididos e vejamos se a soma das frações determinadas pelo pai equivale a 1:
Conclusão: a herança estava mal dividida. Vejamos quantos camelos estavam incluídos na partilha inicial.
Chegamos à conclusão de que, na partilha inicial estavam incluídos somente 33 camelos e de camelo.
Quantos camelos sobravam? Façamos a subtração:
Portanto, sobravam quase 2 camelos, ou seja, .
É natural, então, que fosse possível dar um pouco mais a cada irmão e ainda restasse 1 camelo para pagar o hábil Beremiz.
O interessante problema que examinamos foi extraído de uma das obras do talentoso professor de Matemática e prolífico escritor brasileiro Júlio César de Mello e Souza, que escreveu mais de cem obras, muitas delas abordando o lado recreativo e histórico da Matemática.
Seu nome é, no entanto, pouco conhecido. A razão é que ele assinou a maioria de suas obras com o psudônimo de Malba Tahan.
"O homem que calculava" é o livro mais famoso de Malba Tahan. Converteu-se em um clássico da recreação matemática e da literatura juvenil. Foi daí que retiramos o intrigante enigma dos 35 camelos, esperando que nossos leitores, percebendo o engenho e a arte do autor, venham a ler a narrativa integral das aventuras matemáticas de Beremiz Samir.

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